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Saudade

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Saudade... Dizem por aí que esta palavra só nós Brasileiros temos...mas o sentimento é universal, sem dúvida. O que é saudade além de "falta"? Sentir falta de...fulano, de uma coisa, daquela rotina, de um momento ou fase boa de nossa vidas, daqueles que estão longe, dos que já partiram. Mas o que me fez parar para pensar sobre saudade não foi o sentimento em si, foi o fato de geralmente ficarmos muito vulneráveis quando saudosos. Já percebeu como isso acontece? Você terminou aquele relacionamento convicto de que é o melhor para você, não dá mais, chega. Aí passam umas semaninhas e bate aquela saudade...ih, já era! Você muda de emprego, começa uma nova experiência de trabalho, numa empresa que você sempre almejou e...passa a sentir saudade de como as coisas eram mais simples na outra empresa e que apesar de você ganhar menos, seus colegas de trabalho eram muito mais interessantes. Ai, que saudade daquele tempo. Você mal envelheceu e já incluiu no seu vocabulário a ha...

Anos e dias... [mensagem]

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Ansiedade, prá que?!!

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Sentimento é uma coisa interessante...na verdade, nós somos uma "coisinha" interessante... Quantas vezes já ouvimos as pessoas se queixando que são ou estão ansiosas? A coitada da ansiedade virou um monstro de 7 cabeças, a razão de todos os problemas, a vilã da história. Mas no fundo, o que a gente ignora no dia a dia é que a ansiedade, muitas vezes, é boa e essencial para todos nós.  Peraí, ansiedade é boa? Sim, até que pode ser. O problema mesmo é que somos uns neuróticos ao acharmos que não devemos sentir nada de desconfortável, que nossos filhos ou os que amamos não podem sofrer em hipótese alguma e que sofrimento é algo terrível que deve ser evitado a todo custo. Aí, realmente, fica difícil. Primeira coisa a se dizer é : Ansiedade é uma sensação de luta e fuga do nosso corpo. O que, traduz isso?! Se você não sentisse absolutamente nenhuma ansiedade, você certamente estaria morto.  Isso porque a função da ansiedade no nosso organismo é nos proteger.  ...

2 meses de Terapia, o que esperar?!

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O sujeito está a mais ou menos dois meses fazendo terapia... Passados Natal, Ano Novo, recessos de férias e Carnaval, agora começa a brincadeira de verdade! Bom, o que esperar dos primeiros meses de terapia?  O período de adaptação já passou, a vergonha e o desconforto estão começando a passar, as hipóteses e confrontamentos estão começando a ser verbalizados pelo terapeuta, mas e você? Você que finalmente decidiu abrir toda a sua vida para um estranho (ok, um estranho gabaritado, eu sei, eu sei!) e está cheio de esperança de uma reviravolta total, uma mudança maravilhosa, espetacular em sua vida?! Ih, gente, isto está parecendo aquele povo que com apenas 1 mês de dieta quer emagrecer 7 kilos e arrasar naquele vestido novo (já comprado sem caber). Ou melhor, isto está parecendo que alguém caiu no conto do vigário da TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental). Sim, a TCC é considerada, de certa forma, uma terapia breve...Eu na verdade, não apresento a terapia assim para meus cli...

Gabi e Malafaia [Polêmica da semana]

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É gente, essa semana foi tanto bafafá por conta da entrevista do pastor Silas Malafaia na Gabi (De frente com Gabi no SBT), que eu resolvi fazer o post da semana sobre este assunto.  Para ser sincera, de verdade mesmo, não gosto muito de ficar discutindo sobre a relação conturbada que presenciamos entre os temas religião e homossexualidade.  Não gosto de falar disso porque acho de uma mesquinharia emocional sem tamanho alguém se propor a levantar bandeira contra cidadãos (sejam homossexuais e/ou religiosos) que cumprem com seu papel perante a sociedade.  Mas como psicólogo não consegue ficar calado, vamos lá. Para quem ainda não viu a entrevista, segue o link:  Entrevista Malafaia na Gabi SBT Fev/2013 O comentário mais relevante que tenho a fazer sobre a entrevista é:  Se homossexualidade tem raízes fundamentalmente genéticas ou não, em que isso altera ou determina a maneira que vou lidar com um cidadão homossexual?!!!  Sim, a ques...

"Deixa eu brincar de ser feliz"

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Acho tão fascinante a influência do carnaval na vida emocional de nós brasileiros... Vai, você tem que admitir que é no mínimo interessante a forma como as pessoas conseguem colocar seus valores amorosos em stand by durante 1, 2 ou quem sabe 3 semanas (será que dura tudo isso?), em função de extravasar seus desejos mais latejantes, usando a perfeita desculpa do "é Carnaval!" :) Não raro é o sujeito que está à procura de um amor para vida toda, uma companheira digna de sua fidelidade, um romance gostoso de ser vivido, uma mulher que o apoie e o bote para cima, enfim, à procura de alguém para somar mais que uma semana em sua vida. Mas isso, a partir de março.  Por favor, não me entenda mal. Se isto não foi alcançado até o Natal - momento oficial de reflexão dos valores emocionais e dos desejos para o próximo ano - ou (se valer muito à pena) até janeiro, o sujeito prefere deixar para depois...depois do Carnaval, claro! E o mesmo aqui se aplica as moçoilas... ;) E qu...

[Notícias] "Autonomia infantil começa com tarefas em casa"

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Texto excelente publicado no Portal Terra na coluna "Vida de Mãe" Autonomia infantil começa com tarefas em casa Foto: Shutterstock " Conquistar independência e adquirir responsabilidades não são só atribuições da vida adulta. Durante a infância, ter autonomia e assumir tarefas em casa é saudável, desde que os pais respeitem a idade da criança e suas limitações físicas e emocionais. As tarefas devem ser encaradas por pais e filhos como uma atividade compartilhada, que vai trazer consequências positivas para a família, e não como uma obrigação dolorosa.    Para a professora Maria Marcia Malavasi, coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), assumir responsabilidades em casa é a melhor forma de fazer a criança entender as regras da vida adulta, perceber seu papel na sociedade e, futuramente, relacionar-se com as pessoas ao seu redor. "Desenvolver autonomia em casa é o início da construção da cidadania", acredita a ...

Ah, o amor... ;)

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Relacionamento amoroso é um dos temas que eu mais gosto de acompanhar nas histórias de vida de pacientes...e por que não dizer da dos amigos também?  É bem verdade, que salvos os detalhes, o enredo é basicamente sempre o mesmo. Encantamento, paixão, curtição, sorrisos, felicidade, energia, desconfianças, dúvidas, certezas, oportunidades, amor, ciúmes, comprometimento, doação, egoísmo, traição, carinho, reciprocidade, falta de consideração, aprendizado, amadurecimento, cegueira sentimental, esperança, reconstrução... não necessariamente nesta ordem e intensidade. Ah, e isso tudo banhado a coisas e detalhes super interessantes que não convém falar aqui :). Sempre que ouço essas histórias maravilhosas eu tento aprender um pouquinho e claro, é impossível não tirar algumas conclusões estereotipadas. Digamos assim, um tanto superficiais, mas um tanto verdadeiras também.  O que fica muito nítido é que amor tem muito a ver com carência. Carência de todos os tipos. E por out...

Boa semana!

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Uma semana de muita sorte, sabedoria e atitude para todos nós! No divã eletrônico no Facebook - curte lá! =)

Possível x Provável

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Ah, se tudo que eu gostaria que acontecesse fosse provável e não somente possível...  Como já falei antes, uma das coisas mais interessantes que aprendi na vida foi a diferenciar o possível do provável e assim a dosar melhor as minhas expectativas naturalmente.  Pra começo de conversa, preciso dizer que nunca concordei com esses conselhos sobre "baixar expectativas".  Você fica triste porque esperava que aquela reunião no trabalho fosse te gerar uma promoção muito em breve, mas nada acontece e...tem sempre um pronto para dizer que "de repente, não era para ser, melhor não ficar criando expectativas em cima disso, deixa rolar";  Você fuça à beça, até que escolhe com o maior rigor o cara que você quer que seja seu companheiro para a vida, mas a vida te dá uma rasteira e você se decepciona...pronto! Pode ter certeza que virá uma amiga para te consolar e dizer que, "de repente, suas expectativas em relação a ele eram muitos altas, ele não era t...

Tome uma atitude [Dicas: o que fazer quando...]

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O que fazer quando a cabeça não pára, mil ideias interessantes borbulham dentro de você, mas você simplesmente não consegue partir para ação...e mais uma vez lá se vai mais um dia?!! Algumas dicas bem simples para começar: 1) Comece pequeno . Isso quer dizer: estipule uma meta do mínimo para sair da inércia. Muitas vezes o problema maior é começar. 2) Doe um tempo a você mesmo para poder tentar se mobilizar. Ponha-se em foco, seja a prioridade, escolha um horário do dia que seja mais favorável à sua disposição física, e então inicie as tentativas. Experimentando horários, frequências e outros detalhes você pode estar aos pouquinhos chegando mais perto da sua meta. 3) Esqueça a perfeição . Tudo o que você não pode querer neste momento é fazer no "momento e jeito ideais". Se fosse para ser ideal, você não estaria passando por dificuldades para tomar uma atitude. Não espere o dia com o clima ideal, a companhia perfeita, o local mais apropriado, a roupa mais adequa...

Expectativa

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Expectativa. Segundo o dicionário, é a "s ituação de quem espera uma probabilidade ou uma realização em tempo anunciado ou conhecido". Segundo o que eu vejo por aí e por aqui (dentro do consultório), não é nada disso.  O que eu percebo na verdade é que as pessoas andam vivendo suas expectativas como o que querem que seja possível de acontecer e não o provável. E gente, se tem algo que aprendi, muito importante para minha serenidade, foi lidar de forma diferente com esses dois tipos de situação: as possíveis e as prováveis. Vai por mim, elas são bem diferentes (e valem um post só para falar delas). Então pensem junto comigo... Se expectativa é, teoricamente, (1) uma esperança de que algo que julgamos provável aconteça, mas se (2) as coisas não estão acontecendo do jeito que achamos que devem ser e portanto estamos nos frustrando demais, talvez seja o momento de (3) reavaliar o próprio julgamento, né? Faz sentido? Para mim faz, muito.  E olha, isso é uma coisa tão ...

"Você tem sede de que? Você tem fome de que?"

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Aproveitando que mais um ano está começando e nossa cabeça se enche de esperança novamente, hoje escolhi falar um pouco sobre energia. Não, peraí, não é nada místico não! Quero falar de energia no seu conceito mais puro... energia como vigor, firmeza, vontade . Depois das festas de final de ano e férias, é comum a gente se dar conta do porquê de trabalhar. Trabalhar para poder bancar esses momentos gostosos da vida, de festa, descanso e pernas para o ar. Ou seja, tudo que queremos ter um pouquinho por dia, pelo menos. Há os que dizem que trabalham por amor. Há os que só trabalham pensando no dia do pagamento. Há os que trabalham pouco e ganham o suficiente para custear essas maravilhas da vida. Há os que não trabalham.  Eu estou falando de trabalho porque: primeiro, é basicamente com o que nossas vidas são preenchidas; segundo, tem tudo a ver com energia.  Muitos quase entram numa crise existencial tentando entender qual a maneira ideal de se relacionar com o trabalho. ...

Recomeços

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Fim de ano traz muitas emoções à tona...é sempre assim, pelo menos para a maioria das pessoas. Acho que está inconscientemente - ou habitualmente ;) - instituído que é "O" momento de reflexão e lembranças. Ou mesmo pelo fato do Natal ser uma festa familiar onde muitos reencontram parentes e, você sabe, família é algo que mexe com a gente. ...Ou eu fico pensando que é uma época que há uma demanda (ou até uma cobrança) para sermos felizes. "Fui feliz durante este ano que está acabando? Realizei o que queria, ou melhor, corri atrás do que queria? Modifiquei as coisas na minha vida que precisavam ser ajustadas? As pessoas reagiram do jeito que eu esperava (ou do jeito que eu queria!)? E aí, eu sou uma pessoa feliz ou não?" Ou então eu também fico pensando que, na verdade mesmo, todo esse rebuliço sentimental é por conta do verão...Ahhh, o verão!! Estação cheia de expectativas! Estação cheia de luz para nos dar energia para vivermos o que durante o ano não nos permitimos...

Saúde e Paz que o resto a gente corre atrás =)

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Terceiro dia de terapia: É conveniente para você?

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Continuando essa história de auto-estima, que certamente gera vários posts. Construir quem você é, no que você acredita, qual a sua moral, quais as suas atitudes, o que você crê, o que você consegue fazer bem, o que você não é tão bom assim, as suas virtudes e fracassos é trabalho para uma vida toda. E é coisa que surpreende a gente. Às vezes, o sujeito tem tudo pensado em relação a como agir numa determinada situação e chegando lá, vivendo, parece que não é ele...às vezes acaba sendo muito melhor que o planejado, já outras surpreendentemente pior. E aí depois vem aquele sentimento de não saber que é capaz disso ou daquilo. Êta sentimentozinho surpreendente esse de se dar conta que é capaz de fazer certas coisas que nem tinha ideia. Têm certas situações que a sensação é maravilhosamente estranha. Vou explicar. Por exemplo, quando se é mãe ou pai, dizem que a pessoa se torna outra, faz qualquer coisa para defender e preservar seu filho. Um sentimento que muitas pessoas comp...

Segundo dia de Terapia: Eu me dou valor?

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O sujeito chega na Terapia e o Psicólogo lá vem com essa história de auto-estima. Não faltam ditados, conselhos e para falar a verdade, estamos carecas de saber que "a gente precisa se dar valor". Mas o que isto realmente quer dizer?! Para começar, essa história de "valor" muito me intriga.  Outro dia estava lendo um texto no LinkedIn sobre o fato das pessoas darem mais valor para situações eventuais do que para as do dia a dia. Algo como pagar uma fortuna num vestido ou terno para ir a uma festa (e usá-lo pouquíssimas vezes depois) e comprar uma calça jeans mais furreca para trabalhar (todos os dias!), porque afinal "é para trabalhar, né?".  Muitas vezes ouvi pessoas mais velhas, e super novas também, falando que mulher "tem que se dar o valor" (e na hora eu me perguntava: e homem não?! Ué, não entendi...).  Em situações de trabalho e com os amigos, a gente é impelido a sempre "se dar o respeito", porque senão "neguinh...

Qual o seu lema? [Momento Charge]

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Qual o seu lema? Os meus são muitos...vou adequando cada um de acordo com a conveniência :P

Primeiro dia de Terapia... a culpa é sempre da mãe?!

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O sujeito decide finalmente começar a terapia, ligou, marcou, encaixou um horário na sua vida caótica, resolveu finalmente investir um dinheiro nele mesmo (!!) , mas e agora, o que falar? Tem tanta coisa para falar, que nem sabe onde começar...será que começa culpando a mãe, logo assim de cara?! É gente, eu preciso dizer, coitadas das mães! Há um século as coitadas vem sendo culpadas de tudo de ruim que, possivelmente, elas contribuíram para desenvolver em seus filhos. Sim, elas certamente contribuíram.   Mas a gente precisa pensar um pouquinho que na maioria das histórias de vida, é ela também que esteve dia a dia compartilhando as dores e as delicias da vida de seus filhos. Mau humor a mau humor, enrolação a enrolação, chilique a chilique, insegurança a insegurança, ansiedade a ansiedade, são as mães que geralmente estão ali segurando nossa onda. Assim, temo...

Terapia Cognitivo-Comportamental

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Bom, falei, falei, agora vou explicar melhor. O que é essa tal de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)? Já havia explicado em outro post como funciona na psicologia, né? Dentro da psicologia clínica tem várias linhas de pensamento (abordagens, tipos), e uma delas é a TCC. Até aí, ok, fácil de entender. Mas se existem várias linhas, significa que nem os próprios psicólogos chegaram a um consenso de como entender o ser humano. É por aí mesmo.  A Psicologia é uma ciência muito nova, muito rasa ainda. Temos muito o que estudar e entender ainda. Por isso, é tão importante a pessoa se envolver no processo da escolha de seu terapeuta, pesquisar sobre a linha, pois de certa forma você está buscando uma orientação de como será apresentada a vida, as relações, as emoções (etc etc etc) para você. Acho que um jeito simples de entender a TCC é essa historinha que sempre conto para os meus pacientes logo no início da terapia: Imagina que nós dois estamos caminhando no calçadão da praia, da...