Taí uma coisa que eu gosto de fazer: ler, pensar sobre e escrever (falar sozinha sobre o assunto também rola). Às vezes eu fico viajando nos meus pensamentos imaginando como devia ser a vida daqueles poetas que morriam cedo, tuberculosos. Nos dias de hoje, quem pode se dar ao luxo de buscar inspiração dando uma volta pela cidade, sentando num bar para bater papo furado, desfrutando de uma vida boêmia e porque não dizer "ficar de vagabundagem", e depois sentar e discorrer...escrever, criar... Nos dias de hoje, como comentou meu sogro como um de seus desejos atuais, o sujeito espera se aposentar do trabalho "real" para aí sim, ter o privilégio de sentar e divagar...e escrever...e criar. Então, aí entro eu nessa história: escrever era uma coisa que eu realmente gostaria de fazer, mas sempre achei que não tivesse tempo disponível para isso, continuava só pensando nos textos na minha cabeça e compartilhando algumas dessas idéias com meus pacientes durante as discussões...
Sempre fui um tanto (!) cética, sempre me baseando no lema "confiar, desconfiando". Confesso, que esta tática, na maioria das vezes se mostrou bem útil, difícil de pôr em prática, mas uma maneira de lidar com as expectativas, ou melhor com as consequências das expectativas. Enfim, esse papo de expectativas gera um outro post, outro dia. Mas então, voltando ao meu ceticismo. Comecei a fazer um estágio na faculdade de Psicologia, com aquele senhor branquinho, barrigudinho, de óculos e sorriso fácil no rosto, o Bernard Rangé, que comentei outro dia. Vim a saber que o Rangé, é uma das grandes personalidades que contribuíram para a Terapia Cognitivo-Comportamental no Brasil. E olha que sorte a minha, ele dava aula na UFRJ e ainda dava um estágio em clínica. Bom, corri atrás de fazer a matéria dele, requisito para poder se inscrever no estágio e decidi fazer a prova para concorrer a vaga de estágio. Aquilo tudo, toda a matéria a ser estudada, era natural, fácil de ser absorvida, po...
Essa palestra da psic ó loga social Amy Cuddy é bem interessante ao mostrar como nossa habilidade de mudança est á escondidinha em lugares impensáveis dentro da gente! Sabe aquela hist ó ria de fingir ser alguém que você gostaria, ter atitudes "for ç adas" como fingir que est á confortável, que est á se sentindo seguro para dar uma opinião ou para se relacionar com alguém e a í você se engaja tanto nisso que acaba um dia se sentindo de fato seguro e confortável? Então, parece mesmo que funciona. Temos uma capacidade incrível de aprendizagem, de aprender só por observar, de aprender tentando ser algo que hoje não somos...não se subestime. Tenha foco, se aventure, se exponha e realmente engaje seus pensamentos nessa mudança que...um dia seu cérebro muda! Incrível...
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