"Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá..."

vídeo Youtube Gilberto Gil

Talvez todo mundo já tenha passado pela situação de se sentir "pressionado a ter" uma religião. 

Seja naturalmente por um valor importante passado pela família, seja da escola que tem um direcionamento religioso, seja movido pelo alívio e acolhimento que uma religião pode oferecer ou mesmo pela aquela velhinha com cara de boazinha que você esbarrou na fila do supermercado. 



Quem nunca foi agraciado com um "Deus o abençoe, meu filho". Sem dúvida, um tchau digno de respeito.

Nunca passou uma única dúvida na minha cabeça do quanto é importante para nós o fato de termos fé que a vida irá caminhar com paz, de um jeito ou de outro. De que quem faz o bem (mas o que é o bem mesmo?), irá colher frutos desse bem. De que compaixão é um dos sentimentos mais puros e agregadores que um ser humano pode experimentar. E que muito mais que o amor, a fé, sem dúvida, move montanhas.

Mas o engraçado é que eu nunca precisei me agregar a uma religião, ler um livro específico considerado sagrado (mas sem dúvida, precisei ler muitos livros de todos os tipos) ou mesmo vivenciar dentro de uma congregação de pessoas que acreditam nas mesmas coisas para saber, sentir e viver todas essas coisas.

Para mim o sentimento de fé é intrínseco ao ser humano. 
Uns experimentam mais, outros menos. 
A fé flutua durante a vida, às vezes fica rasa, às vezes transborda. 
Muitas das vezes, para uma grande maioria, ela precisa estar ligada a um significado (religioso, espiritual, divino, não-humano). 

Mas para mim é só fé mesmo. Fé que vai dar. Que vai acontecer. Que vai semear e vai nascer. 
E se não der, aí que a fé vem com mais força ainda. Fé que vai passar. Que depois de um tempo tudo voltará a sua harmonia. 

Simples assim. Sem discussões, insultos, brigas ou guerras. 


Acho que por isso eu acordo sorrindo (quase) todos os dias.
É fé de que mais um dia está para começar.

                                                 Bom dia =)







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