E por que não começar do fim?



Me peguei pensando como poderia começar, afinal trazer à tona as dores de muitos requer atenção, cuidado e uma boa dose de carinho, isso mesmo, carinho, afinal de contas a psiqué é coisa frágil.
Eis que durante a semana, no consultório, recebi um feedback  que fez acender aquela luz que eu estava procurando:

“Nunca imaginei que pudesse ser tão positivo os efeitos da terapia. Estou gostando muito de poder me conhecer.”

Bingo! É isso! Vamos começar do fim. Não que o final da terapia signifique solução de todos os seus problemas, mas é que a partir deste momento, você não vai estar mais no escuro, vai ser capaz de ver com seus próprios olhos e traçar novos caminhos.







Aí entra um termo bem conhecido na TCC (Terapia Cognitivo-comportamental), que chamamos de Psicoeducação. É parte importantíssima do processo terapêutico, pois é nesta etapa que você passa a conhecer os nomes, do que se trata e o que provoca, ou seja, é o papel educativo da terapia. Compreendendo e psicoeducando-se fica muito mais fácil de chegar ao fim, não é?
Seria como eu te colocar numa grande sala escura e te dissesse “Procura a saída!”, aposto que você se sentiria amedrontado e ansioso, afinal o que tem ali? Te oferece algum risco? E se, apesar de estar do lado de fora desta sala, eu pudesse te dar dicas, te orientar sobre como é o ambiente em que você está, e que tipo de ferramentas pra te auxiliar você poderia encontrar. Daria uma clareada, certo? É a famosa luz no fim do túnel.
A primeira idéia é essa, ajudar a compreender o seu funcionamento e desenvolver a sua habilidade em manejá-los, pois acredito que quando compreendemos a natureza do problema e de que forma ele se relaciona com seus pensamentos e emoções, tudo passa a fluir de outra forma.

E vai ser ruim fluir de outra forma? Afinal, você já estava acostumado com aquela maneira de ser e pensar. Não se trata de ser bom ou ruim, mas sim, de ser diferente. É uma questão de escolha. Então me diz, até agora estava do jeito que você gostaria?







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