Ah, o amor... ;)

Relacionamento amoroso é um dos temas que eu mais gosto de acompanhar nas histórias de vida de pacientes...e por que não dizer da dos amigos também? 

É bem verdade, que salvos os detalhes, o enredo é basicamente sempre o mesmo. Encantamento, paixão, curtição, sorrisos, felicidade, energia, desconfianças, dúvidas, certezas, oportunidades, amor, ciúmes, comprometimento, doação, egoísmo, traição, carinho, reciprocidade, falta de consideração, aprendizado, amadurecimento, cegueira sentimental, esperança, reconstrução... não necessariamente nesta ordem e intensidade. Ah, e isso tudo banhado a coisas e detalhes super interessantes que não convém falar aqui :).

Sempre que ouço essas histórias maravilhosas eu tento aprender um pouquinho e claro, é impossível não tirar algumas conclusões estereotipadas. Digamos assim, um tanto superficiais, mas um tanto verdadeiras também. 

O que fica muito nítido é que amor tem muito a ver com carência. Carência de todos os tipos. E por outro lado, fica claro também que ninguém gosta de chegar a conclusão que o seu amor (tanto o amor que sente, quanto o que é recebido) é movido por estas tais carências. 

Eu não estou dizendo que todo mundo que ama alguém, necessariamente está em busca de desesperadamente suprir alguma carência. Estou dizendo sim, que para muitos é exatamente isso que acontece.



Para aquelas pessoas mais maduras, mais de bem consigo mesmo, dá para ver que é um pouco diferente. Na verdade, elas vivem outros problemas de relacionamento por serem tão certas de si e não se relacionarem baseadas na dependência afetiva. Mas essas não são as pessoas que normalmente estão contando as histórias mais envolventes. 
Porque você sabe, os altos e baixos, as incoerências, os "não acredito, jura?!" é que acabam construindo as melhores histórias de serem ouvidas...já não sei se constroem também as melhores histórias de serem vividas, tenho minhas dúvidas.

Então o que parece é que acabamos nos relacionando extremamente baseados em nossas carências e na dos nossos amantes - não todos são assim, gente!Só a maioria de nós ;) - mas no final das contas não curtimos muito nos sentirmos super vulneráveis ou de certa forma "usados" pelo outro. Como lidar?

Aqui (no blog) só caberia uma resposta generalizada...

Investir no crescimento pessoal, na construção de uma auto-estima equilibrada -que tem a ver com saber o que é aceitável para gente e para o que estamos receptivos num relacionamento - pode ser uma boa. 
E talvez, o mais importante seja a gente se permitir agregar alguma coisa na vida do outro ao mesmo tempo que a gente permite que o outro possa agregar experiências a nossa vida. 


Mas como diz o Red Hot Chili Peppers:

Rollercoaster of love
Can you get off our love rollercoaster?

Your love is like a Rollercoaster baby, baby I wanna ride, yeah 
Your love is like a Rollercoaster baby, baby I wanna ride


Red Hot Chili Peppers - Love Rollercoaster

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