"Você tem sede de que? Você tem fome de que?"

Aproveitando que mais um ano está começando e nossa cabeça se enche de esperança novamente, hoje escolhi falar um pouco sobre energia.
Não, peraí, não é nada místico não! Quero falar de energia no seu conceito mais puro... energia como vigor, firmeza, vontade.

Depois das festas de final de ano e férias, é comum a gente se dar conta do porquê de trabalhar. Trabalhar para poder bancar esses momentos gostosos da vida, de festa, descanso e pernas para o ar. Ou seja, tudo que queremos ter um pouquinho por dia, pelo menos. Há os que dizem que trabalham por amor. Há os que só trabalham pensando no dia do pagamento. Há os que trabalham pouco e ganham o suficiente para custear essas maravilhas da vida. Há os que não trabalham. 

Eu estou falando de trabalho porque: primeiro, é basicamente com o que nossas vidas são preenchidas; segundo, tem tudo a ver com energia. 

Muitos quase entram numa crise existencial tentando entender qual a maneira ideal de se relacionar com o trabalho. Será ter um trabalho que você ame? Ou um trabalho que te renda muito dinheiro? Ou um trabalho que praticamente só pague suas contas, mas sobre tempo para aproveitar outras coisas? Ou ainda, se o melhor mesmo, é ser dependente financeiramente de alguém a vida toda. 

Mas o que essas pessoas não entendem (e por isso da "crise") é que elas estão se fazendo perguntas erradas. A maneira que você se relaciona com uma atividade profissional não é estática, determinista. Muito pelo contrário, ela é mutável, instável, depende de vários fatores que não só você, e o melhor de tudo, pode servir a sua conveniência (olha eu falando de conveniência de novo!). 

Uma hora, o trabalho pode ter o papel de quase ser você mesmo, identificando quem você é pelo que você "faz", pela sua atividade profissional, pelo seu nível de conquistas financeiras e de carreira. 
Muitos de nós já foram (ou ainda são) só trabalho. Passam a se identificar a partir desse valor (o que você faz? o que você é?), até mesmo os que não trabalham ou que não conseguem trabalhar. 

Em outro momento, a labuta pode ser só labuta, mais uma das atividades que você faz na vida para ganhá-la diariamente. E assim vai, assim flutua, assim submerge, assim emerge...mas continua indo.

As perguntas mais construtivas e que podem nos ajudar a transformar nossos sonhos em planos, estão em torno de como você pretende gastar sua energia de vida ao longo do tempo. Essa é a pergunta máxima. Como você pretende gastar sua energia de vida? 

Quando você conseguir a sua resposta, o seu trabalho se encaixará em você, e não o contrário. 

Música para alegrar nosso dia: Comida - Titãs



"A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...

Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade..."

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