"Deixa eu brincar de ser feliz"


Acho tão fascinante a influência do carnaval na vida emocional de nós brasileiros...
Vai, você tem que admitir que é no mínimo interessante a forma como as pessoas conseguem colocar seus valores amorosos em stand by durante 1, 2 ou quem sabe 3 semanas (será que dura tudo isso?), em função de extravasar seus desejos mais latejantes, usando a perfeita desculpa do "é Carnaval!" :)



Não raro é o sujeito que está à procura de um amor para vida toda, uma companheira digna de sua fidelidade, um romance gostoso de ser vivido, uma mulher que o apoie e o bote para cima, enfim, à procura de alguém para somar mais que uma semana em sua vida. Mas isso, a partir de março. 
Por favor, não me entenda mal. Se isto não foi alcançado até o Natal - momento oficial de reflexão dos valores emocionais e dos desejos para o próximo ano - ou (se valer muito à pena) até janeiro, o sujeito prefere deixar para depois...depois do Carnaval, claro! E o mesmo aqui se aplica as moçoilas... ;)

E que mal há nisso?

Acho que não há mal nem bem nisso tudo. O que eu acho mesmo curioso é como estas mesmas pessoas têm coragem de achar que não têm muito controle sobre sua vida amorosa dadas outras situações vividas no decorrer do ano. Mas como não? Se conseguem esse desprendimento altamente permitido que soa como um inocente "deixar de molho" durante o Carnaval, porque não conseguem fazer a mesma coisa no resto do ano?!

Digamos que o Carnaval é aquela respirada despretensiosa em meio a uma vida emocional lotada de expectativas. É a desestruturação da espera do príncipe encantado, tudo na marra ou na farra, fantasiados e entorpecidos diante da realidade emocional. É o momento oficial do "não esperar nada além", do "aproveitar intensamente o momento"! 



Pois, afinal "todo carnaval tem seu fim", então vamos aproveitar cada um do seu melhor jeito =)



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